
Vinha
Cerca de 15 ha com as castas de Lafões: Arinto, Cerceal, D. Branca, Rabo-de-Ovelha e Esgana-Cão nas brancas; Amaral, Jaen, Camarate, Trincadeira, Castelão, Baga e Alfrocheiro, entre outras, nas tintas.
A Casa-Mãe da Comenda de Ansemil
Trinta e cinco hectares entre a serra e o rio Troço, trabalhados em modo biológico desde 1987.
Novecentos anos de uma mesma casa
A Casa da Quinta da Comenda era a Casa-Mãe da Comenda de Ansemil, que possuía coutos espalhados pelas Beiras — Tarouca, Figueira da Foz, Coimbra, Águeda — e, em S. Pedro do Sul, o Couto da Coja.
Antes da fundação da nacionalidade, em 1143, D. Teresa doou a Comenda ao irmão D. Raimundo, que a entregou à Ordem Religiosa de Cavalaria do Hospital de S. João de Jerusalém — mais tarde Ordem de Malta. Os cavaleiros ajudaram D. Afonso Henriques na reconquista; o filho deste, D. Fernando Afonso, foi um dos seus Grão-Mestres.
Guerreira e hospitalária, a Ordem tratava e albergava aqui os peregrinos a caminho de Jerusalém ou de Santiago de Compostela.
A Comenda pertenceu à Ordem de Malta até 1834, quando o decreto de extinção das ordens religiosas pôs fim a essa posse. A propriedade foi depois sendo adquirida por diferentes particulares, entre eles os Viscondes de Valmor.
Agricultura biológica desde 1987
Pratica-se aqui agricultura biológica certificada desde 1987. Sem qualquer pesticida de síntese e sem qualquer adubo químico — para evitar poluição do solo, da água e do ar, e para produzir alimento sem contaminação com origem na quinta.
A biodiversidade não é acessório: é método. Mais de vinte culturas entre fruticultura e horticultura, uma mata diversificada de carvalhos e amieiros, e pecuária que fecha o ciclo devolvendo matéria orgânica à terra.

Cerca de 15 ha com as castas de Lafões: Arinto, Cerceal, D. Branca, Rabo-de-Ovelha e Esgana-Cão nas brancas; Amaral, Jaen, Camarate, Trincadeira, Castelão, Baga e Alfrocheiro, entre outras, nas tintas.

Vocação frutícola muito diversificada: maçã Bravo, Costa, Querina e Pipo de Basto, marmelo, dióspiro, kiwi, citrinos, castanha, noz e avelã.

Sobretudo para autoconsumo e para a mesa dos hóspedes. Espargos verdes, batata, cebola e alho são as culturas de maior peso.

As vacas de raça arouquesa são uma tradição da casa e a fonte da matéria orgânica que mantém a fertilidade dos solos. Bem como cabras, burros, gansos e galinhas.

Uma unidade moderna dimensionada para a produção de vinhos de grande qualidade. A uva anda menos de um quilómetro entre a cepa e a cuba.

Área florestal com carvalhos e amieiros ao longo do rio Troço, que ladeia toda a propriedade. Com destaque para o açude, a levada e o moinho recuperado.
Actividades

Cada estação é um observatório diferente — das violetas e miosótis aos carvalhos e amieiros.

Até ao rio Troço, pelo carvalhal, ou junto à pastagem das arouquesas. O PR7 passa por aqui.

Ver a produção em modo biológico, da prensa à cuba, e provar o que estiver pronto.
Sustentabilidade
No nosso alojamento: reduzir impacto, valorizar a comunidade local e produzir alimento sem contaminação.
Executar medidas sustentáveis, dar a conhecer os produtos biológicos da quinta e fomentar a interacção dos hóspedes com a comunidade local. Promover Lafões, e S. Pedro do Sul em particular, como destino de natureza e bem-estar.
Prestar um serviço de qualidade num ambiente familiar e ser referência nacional em turismo sustentável e agricultura biológica.
Simplicidade, hospitalidade e proximidade. Sustentabilidade. Bem-receber. Respeito pelos hóspedes e pela casa. Valorização da comunidade e do património local. Contributo para o desenvolvimento da região.